Tipos de Alopecia e Principais Causas da Queda de Cabelo

Tudo que você precisa saber sobre queda de cabelo

Por razões genéticas e hormonais, grande parte dos indivíduos que começam a sofrer com a queda de cabelo de forma precoce ficam carecas até cerca dos 23 anos. Já em outros casos, a perda dos fios pode se iniciar entre os 25 ou 26 anos, porém, ela costuma ser mais acelerada entre 30 a 40 anos, e aos 50 anos aproximadamente metade dos homens apresenta algum grau de calvície.



Quanto mais cedo aparecerem as famosas “entradas”, mais agressiva tende a ser a calvície. Em média demora cerca de 10 anos para o desaparecimento de um fio de cabelo. Homens que passaram dos 40 anos sem apresentar maiores problemas com a queda capilar, têm baixos riscos de terem calvícies de graus avançados, já que os que chegaram aos 55 anos e perderam relativamente poucos fios, têm chances ainda menores. Nesses casos, normalmente ocorre apenas a senilização capilar, processo em que o cabelo acaba ficando mais frágil e velho, mas não desaparece.

Calvície masculina

No homem, a calvície basicamente depende da herança genética e da concentração de dihidrotestosterona no couro cabeludo, esses dois fatores, quando combinados, fazem com que os folículos capilares fiquem muito menores do que costumavam ser.

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Calvície femininacalvicie-feminina

Ainda que os homens sejam maioria nos consultórios que tratam a queda de cabelo, nos últimos anos aumentou muito o número de mulheres que procuram por essas clínicas.

A mulher tem uma proteção natural contra a calvície, conferida pelo próprio hormônio feminino, de caráter não androgênico. O padrão feminino de calvície difere do masculino, e normalmente o primeiro apresenta uma forma de queda de cabelo difusa, ou seja, mais bem distribuída entre o couro cabeludo. Leia o texto a seguir para saber mais sobre a queda de cabelo em mulheres.

Incidência racial da calvície

Em geral, a raça branca, principalmente a européia, sofre com um maior índice de calvície, ao contrário das raças oriental e negra, esta última apresenta quatro vezes menor propensão à calvície do que às populações caucasianas, enquanto que os orientais são em média de duas a três vezes menos afetados pelo transtorno. No Brasil, existem muitos casos de calvície devido ao número elevado de descendentes de alemães, espanhóis e italianos.

Frequência da queda de cabelo entre homens e mulheres

Em se tratando de alopecia androgenética, o problema é mais comum entre os homens, porém, a calvície associada a outros fatores, como deficiência de ferro, dietas e oscilações hormonais, ocorre mais frequentemente entre as mulheres.

Como saber se estou ficando careca?

Apesar da queda capilar não apresentar sintomas, em alguns casos nota-se coceira ou queimação nas regiões a serem afetadas.

Os 5 tipos de alopecia

1) Alopecia androgenética (ou androgênica)

Quando ocorre em homens, a alopecia androgenética não os deixa totalmente carecas, assim, mesmo em graus avançados da doença ainda restarão fios na parte traseira e nas laterais do couro cabeludo. Já nas mulheres ela ocorre de maneira menos intensa, com o cabelo ficando mais ralo e o couro cabeludo mais à mostra.

2) Alopecia areata

alopecia-areataExistem outras formas de alopecia menos conhecidas, como a alopecia areata, que provoca perda de cabelo e pelos em áreas delimitadas, formando normalmente espaços carecas arrendondados no couro cabeludo ou em outras regiões do corpo. Esse tipo de alopecia afeta homens e mulheres, ocorre em cerca de 1% a 2% da população, e pode aparecer em qualquer idade, apesar de na maior parte dos casos surgir antes dos 20 anos.

3) Alopecia totalis

Quando a alopecia areata se manifesta antes dos dois anos de idade, ela evolui para a alopecia totalis em mais de 50% dos casos, e dessa forma poderá ocorrer a queda total de cabelos e de pelos do corpo.

4) Alopecia por tração

A alopecia por tração geralmente surge em pessoas que ficam boa parte do tempo com seus cabelos presos, tracionando os fios. O hábito é muito comum em mulheres negras, que alisam seus cabelos, tracionam-os para trás e os mantém assim durante quase o dia todo. Isso tende a gerar uma fragilização da fixação dos cabelos na região frontal, contribuindo para a queda dos fios.

5) Alopecia cicatricial

A alopecia cicatricial é caracterizada pela substituição dos fios por uma cicatriz (fibrose). Vale frisar que, em regiões onde hajam cicatrizes, a repilação pode se tornar inviável. Existe uma forma especial de alopecia cicatricial denominada pseudopelada de Brocq, que gera queda dos fios e atrofia do couro cabeludo.

Principais causas da queda de cabelo

A queda de cabelo pode ser consequência de um ou vários fatores, entre eles:

  • Herança genética, que pode ser materna e/ou paterna, e é o principal fator desencadeador da calvície;
  • Distúrbios fisiológicos e/ou emocionais;
  • Má alimentação.

Ademais, existem alguns agentes que podem agir como enfraquecedores dos fios capilares, quebrando suas hastes e ocasionado a queda, são eles:

  • Realização de forma inadequada e/ou em excesso de tratamentos químicos capilares;
  • Uso de medicamentos para combater doenças como hipertensão e depressão;
  • Estresse.

1) Testosterona faz cair cabelo?

dihidrotestosteronaMas o que é a testosterona?

A testosterona é um hormônio encontrado em maior proporção nos homens, e atua estimulando o aumento de massa muscular, pilificação, libido, agressividade, além de auxiliar na manutenção da ereção, entre outros processos.

DHT: o grande vilão da calvície

Há uma estimativa de que 8 a 12 pares de genes estão relacionados com a queda capilar e influenciam no aumento da conversão de testosterona em dihidrotestosterona (DHT) no couro cabeludo, dando início à troca progressiva de fios mais espessos para mais finos, até que eles se transformem em velus – espécie de penugem – e desapareçam. Dessa forma, quedas capilares de origem genética não são propriamente uma queda, o que ocorre na verdade é a miniaturização dos fios.

2) Estresse emocional

Existem trabalhos científicos que comprovam a relação entre distúrbios emocionais e a aceleração da queda capilar. O cabelo é uma estrutura extremamente sensível às oscilações emocionais, algo mais comum entre as mulheres do que nos homens, entretanto, estes também não estão isentos dessa influência emotiva. Leia o artigo a seguir para saber mais sobre a queda de cabelo por estresse.

3) Eflúvio telógeno

O ciclo de vida do cabelo é composto por três fases:

  • Fase anágena: nela ocorre o crescimento dos cabelos.
  • Fase catágena: verifica-se o repouso dos fios.
  • Fase telógena: aqui dá-se a eliminação dos cabelos mortos.
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Do nascimento à reposição do fio: as 3 fases do ciclo de vida dos cabelos.

Em algumas situações, como pós-gravidez, pós-cirurgia ou traumas, poderá ocorrer o chamado eflúvio telógeno, processo em que de uma só vez muitos cabelos entram na fase telógena, provocando uma acentuada queda capilar, porém, na maioria das vezes, de caráter temporário, ou seja, reversível.

4) Psoríase

A psoríase é uma doença mais frequente do que se imagina. Ela pode acometer a pele, inclusive o couro cabeludo, aliás, é muito comum encontrar pacientes que não apresentem nenhuma lesão cutânea, mas tenham psoríase exclusivamente em algumas regiões do couro cabeludo. A doença provoca uma descamação intensa, culminando no destacamento de lâminas de pele, o que pode gerar uma profunda fragilização do couro cabeludo, e por consequente, afetar os fios.

Diagnóstico

A psoríase e a seborreia podem se confundir durante o diagnóstico clínico. O dermatologista é o profissional capacitado para diferenciar essas inflamações cutâneas.

Tratamento

A única forma de controle da psoríase é por meio do uso de medicamentos sistêmicos. Essas drogas podem ser imunossupressoras e imunomoduladoras.

Calvície tem cura?

Ainda não há um tratamento clínico que possa curar a calvície androgenética, porém, alguns avanços científicos estão deixando cada vez mais perto o sonho dos calvos em recuperarem seus fios de cabelo e nunca mais sofrerem com a perda capilar.

De acordo com resultados publicados na revista Science Translational Medicine, pesquisadores da Universidade da Pensilvânica, nos Estados Unidos, fizeram uma descoberta promissora. Eles analisaram detalhadamente as células do couro cabeludo de homens calvos, comparando os resultados de áreas carecas com as de regiões ainda com cabelos.

Na parte careca foi encontrada grande quantidade de uma proteína conhecida como prostaglandina D2, que em níveis elevados inibe o crescimento do cabelo, e pode agir até mesmo em fios transplantados. Dessa forma, essa proteína foi identificada como um alvo para o tratamento da calvície em homens.

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E você?

O que achou do texto? Algo não ficou claro? Você está sofrendo com a queda de cabelo? Já sabe qual é seu tipo de alopecia? Conte pra gente nos comentários.

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